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O início de ano é o melhor período de vendas para o setor de papelaria. Já com a lista de material escolar nas mãos, os consumidores vão às compras visando a volta Às aulas. Um estudo do Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região) aponta para um crescimento de 12% nas vendas dos itens escolares na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, em relação ao ano passado.

 

As projeções otimistas estão baseadas, em primeiro lugar, no bom momento vivido pelo comércio da RM Vale. Os dados relativos às vendas do ano passado ainda estão sendo consolidados, mas a expectativa do Sincovat é que o varejo tenha exibido um crescimento real de 8% em relação a 2021, atingindo um faturamento de cerca de R$ 51 bilhões, o melhor resultado da história.

 

Embora o percentual de famílias endividadas e as contas de início de ano atrapalhem um pouco o orçamento doméstico, a desaceleração inflacionária e a intensa geração de vagas com carteira assinada no período recente aumentam o contingente de pessoas com capacidade de consumir e de gastar com material escolar.

 

Além disso, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o comércio varejista de livros, jornais, revistas e papelaria no país, ainda não atingiu o patamar de vendas pré-pandemia, de modo que a base de comparação baixa permite essa taxa de crescimento de dois dígitos.

 

Por fim, levantamento feito pelo Sincovat, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), mostram que o varejo de livros, jornais, revistas e papelaria gerou 63 novas vagas com carteira assinada no acumulado dos últimos 12 meses, até novembro de 2022 (último dado disponível). A atividade encerrou o mês com um estoque de 1.331 empregados com carteira assinada, crescimento de 5,0% em relação ao mesmo período de 2021. Essa taxa é superior à observada no estado de São Paulo. Vale lembrar que o desempenho do mercado de trabalho está diretamente relacionado às vendas, refletindo o bom momento do segmento na região.

 

"Apesar das incertezas políticas que influenciam nossa economia, a expectativa do varejo para 2023 é boa, com continuação de crescimento das vendas e dos empregos com carteira assinada. O primeiro setor que pode sinalizar isso é justamente o de papelarias, já que os consumidores fazem suas compras antes das aulas voltarem", explica o presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP, Dan Guinsburg.

 

As vendas do comércio varejista na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte devem crescer cerca de 3% em janeiro, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo projeções do Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região).

 

Algumas lojas, tanto físicas quanto online, estão oferecendo produtos com  até 70% de descontos. As promoções incluem diversos setores, entre eles  roupas, calçados, eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de móveis e decoração.

 

"A intenção dos comerciantes é se preparar para as novas vitrines. Setores como o de roupas e calçados já pensam na coleção outono-inverno, que começa após o carnaval. Essas liquidações, além de aumentar o movimento, ajudam nessa renovação das peças", explica o presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP, Dan Guinsburg.

 

Os saldões e liquidações são grandes aliados para alavancar as vendas nas primeiras semanas de 2023, período em que as famílias estão preocupadas com as contas de início de ano. "O início de ano é complicado para o consumidor. Além das contas de Natal, têm o IPVA, o IPTU e a lista de  material escolar para quem tem filho. Ou seja, ele somente será atraído se os produtos estiverem com bons preços", comenta o presidente do Sincovat.