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Em junho, o varejo da região fechou com alta de 11,5% em junho, atingindo R$ 4,39 bilhões, maior cifra da série histórica

 

As vendas do comércio varejista na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte fecharam o primeiro semestre de 2022 com alta de 13,4% o que representa uma receita R$ 3,03 bilhões superior à registrada entre janeiro e junho de 2021. Foi o melhor desempenho de um semestre da série histórica, iniciada em 2008.

 

A  análise é do Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região), feita com base nos dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), elaborada mensalmente pela FecomercioSP, a partir de informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (SEFAZ-SP).

 

Em junho, as vendas na região registraram um crescimento real de 11,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. O faturamento de R$ 4,39 bilhões também foi o maior para um mês de junho desde o início da série .

 

Todas as nove atividades pesquisadas registraram crescimento em relação a junho de 2021, com destaque para as lojas de móveis e decoração (+87%), e para as lojas de vestuário, tecidos e calçados (+23,0%).

 

"Esses resultado só confirmam o ciclo de recuperação do comércio na região. Esse  desempenho do primeiro semestre foi o terceiro melhor das 16 regiões analisadas pela pesquisa em todo o Estado", comenta Dan Guinsburg, presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP.

 

Vale ressaltar que, entre março e junho de 2021, ainda vigoravam restrições de funcionamento ao comércio varejista no âmbito da fase emergencial ou de transição,o que ajuda a explicar as altas taxas de crescimento de algumas atividades.

 

"Também é importante destacar as sucessivas quedas na taxa de desemprego e a intensa geração de vagas com carteira assinada, ou seja, há um aumento no contingente de pessoas com capacidade de consumir" explica Guinsburg.

 

Segundo o Sincovat, fatores como liberação dos recursos do FGTS e antecipação do pagamento do 13º salário dos aposentados também contribuíram para esse cenário.

Ainda que seja de difícil medição, a região também se beneficiou do fluxo de pessoas que, ao longo da pandemia, saíram da Capital e cidades do entorno para buscar uma melhor qualidade de vida no interior e a adoção do home office por muitas empresas permite que esse movimento permaneça.

Indicativo dessa tendência pode ser constatado ao verificar que o faturamento das lojas de móveis e decoração no mês de junho é mais que o dobro da média do ano de 2019, antes da pandemia.

 

Para o segundo semestre, a tendência é positiva, porém é improvável que se mantenha taxas de crescimento de dois dígitos considerando o cenário de juros elevados, que encarece o crédito e dificulta a compra de bens duráveis (veículos, eletrodomésticos etc.), de alta taxa de famílias endividadas e inadimplentes, e de inflação que só agora começa a cair.

Roupas, calçados e cosméticos devem ser os itens preferidos na hora de presentear

As vendas do comércio varejista na Região do Vale do Paraíba e Litoral Norte devem crescer 8% em agosto, mês do Dia dos Pais, em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com as projeções do Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região).

.As expectativas refletem o ótimo desempenho do setor neste ano e se as estimativas se confirmarem, o faturamento de R$ 4,4 bilhões será o maior para um mês de agosto desde o início da série histórica em 2008. Vale destacar que esse crescimento se dará sobre uma base forte de comparação já que em agosto de 2021, as vendas do varejo na região exibiram alta de 9,9% em relação a 2020.

O Dia dos Pais é a primeira data comemorativa do segundo semestre, mas o seu impacto sobre o varejo é bem menor quando comparado ao Dia das Mães ou Namorados. Para o Sincovat, cinco atividades podem se beneficiar nesta data: farmácias e perfumarias; lojas de eletrodomésticos, eletrônicos e departamentos; lojas de vestuário, tecidos e calçados; materiais de construção (por conta das ferramentas) e supermercados.

"Apesar de movimentar alguns setores específicos, a data abre um importante calendário do segundo semestre. Depois do Dia dos Pais, temos o Dia das Crianças, a Black Friday e o Natal. Um aumento de 8% nas vendas será um bom termômetro para o final de ano", comenta o presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP, Dan Guinsburg.

As projeções otimistas estão baseadas, principalmente, nas sucessivas e significativas quedas da taxa de desemprego e pelo ritmo acelerado de geração de empregos com carteira assinada, o que eleva o contingente de pessoas em condições de consumir. Além disso, será o primeiro mês de pagamento do Auxílio-Brasil no novo valor de
R$ 600,00, além do Vale Gás cujo valor também foi reajustado. O calendário de pagamentos se inicia em 9 de agosto, antes do Dia dos Pais. Outro fato recente é a redução do preço dos combustíveis que traz um alívio para o orçamento doméstico.

Presentes mais caros - Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados do Índice de Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial. Com base nas informações da pesquisa referentes à Região Metropolitana de São Paulo, mas que podem ser replicados para a região do Vale do Paraíba, o Sincovat fez um levantamento para saber quais dos itens preferidos na hora de presentear ficaram mais baratos ou mais caros em relação ao Dia dos Pais do ano passado.

A má notícia para os filhos é que todos os itens selecionados subiram de preço. Da lista, o item mais atrativo é o perfume, que apesar do preço ter subido 1,88%, está abaixo da inflação geral acumulada nos últimos 12 meses, de 11,57%. Outro item cujo aumento de preço foi inferior ao índice geral é o relógio de pulso (+11,18%).

Por outro lado, itens de vestuário e calçados, normalmente os preferidos na hora de presentear, subiram acima da inflação: calça comprida masculina (+21,93%), bermuda masculina (+19%), camisa/camiseta masculina (+20,96%), sapato masculino (+17,96%) e tênis (+18,34%).

Os filhos que optarem por levar o pai para almoçar fora ou para uma viagem/atividade de lazer também vão gastar mais que no ano passado. O preço da refeição fora de casa subiu 11,22%, o do cafezinho avançou 14,33% e da cerveja, 10%. Quem optar pelo cinema, teatro ou concerto pagará cerca de 14,15% a mais do que ano passado. Por fim, no caso de viagens, os preços avançaram nos seguintes percentuais: Hospedagem (+22,25%), Pacote Turístico (+26,17%), Passagem Aérea (+91,31%) e Ônibus Interestadual (17,38%).

Foi só a temperatura cair na RM Vale que a procura por cobertores e edredons aumentou em várias lojas. E a tendência é continuar assim até a chegada do inverno.

 

O mês de junho costuma movimentar o comércio. Além do frio, o Dia dos Namorados aquece os corações dos apaixonados e as vendas de vários setores do varejo, principalmente o de roupas, calçados, floriculturas e chocolates.

 

Segundo o Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e região), a expectativa é de um aumento de 10% nas vendas este ano, com relação a mesma data do ano passado, considerada a terceira melhor do ano para o varejo.

 

"O frio é sempre bom para o comércio. As pessoas procuram se aquecer e as mercadorias têm um valor agregado maior, o que movimenta principalmente o setor de roupas e calçados, um dos mais prejudicados nos últimos dois anos devido a pandemia. Além dos termômetros registrando temperaturas mais baixas, temos o Dia dos Namorados, que movimenta diversos segmentos. Dificilmente uma pessoa deixa seu parceiro ou sua parceira sem um presente", explica Dan Guinsburg, presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP.

 

 Outro setor que também sofreu nos últimos  anos, devido às restrições impostas pela pandemia, foi o de festas e eventos.  As lojas de doces e as que vendem decoração para as tradicionais festas juninas comemoram a "volta ao normal".

 

"Santo Antonio, São João e São Pedro também vão ajudar a movimentar o comércio de nossa região nesse mês de junho. Sabemos que a pandemia ainda não terminou, devemos tomar os devidos cuidados, mas as pessoas vão se reunir, vão fazer as tradicionais quermesses em casas, nos condomínios, nas paróquias e até nas escolas", comenta o presidente do Sincovat.

Segundo Sincovat, vendas devem crescer 13% com relação a 2021O Dia das Mães é principal data comemorativa do primeiro semestre para o comércio varejista. Este ano será comemorado no dia 8 de maio e promete movimentar as lojas e os restaurantes da RM Vale. De acordo com o Sincovat  - Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e região, as vendas devem crescer 13% com relação a 2021.

Com o fim das restrições impostas pela pandemia do coronavírus e a "volta ao normal", o desejo de celebrar a data em família após 2 anos deve aumentar. Com isso, além dos presentes, o almoço vai reunir mais pessoas, acrescendo o consumo em supermercados, açougues e padarias.

A procura pelos restaurantes também vai subir - cerca de 20% com relação ao ano passado. "É a segunda melhor data do ano para diversos setores, ficando atrás apenas do Natal, e é a primeira sem tanta preocupação com a pandemia, uma vez que até o uso de máscaras deixou de ser obrigatório. Essa sensação de normalidade vai ajudar nas vendas", explica Dan Guinsburg, presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP.

No comércio, o movimento vai ser grande na primeira semana de maio. As compras parceladas devem prevalecer. Entre os produtos mais procurados devem estar roupas, seguido de calçados, perfumes, flores, chocolates, cremes hidratantes, eletrodomésticos e acessórios.

Para atender os consumidores, os lojistas poderão estender o horário de funcionamento na sexta dia 06 e sábado dia 07 de maio, das 7 às 23 horas. "Esperamos uma semana bem movimentada e, a partir dai, um 2022 igual a 2019, recuperando as vendas e os empregos que perdemos no comércio e no setor de serviços durante essa pandemia ", comenta Dan.

 

Uma doce notícia para quem tem negócios voltados aos produtos de chocolates e afins. Depois de sentir um sabor amargo nas vendas de 2020 e 2021, em razão da pandemia do coronavírus e suas restrições, a Páscoa deste ano deve apresentar bons resultados.Segundo o Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e região), as vendas do período devem crescer 12%, com ralação ao ano passado. "No primeiro ano de pandemia, as vendas de Páscoa praticamente não aconteceram. Em 2021, o movimento melhorou um pouco, mas as restrições ainda inibiram os consumidores. Agora, com o fim do uso das máscaras e mais circulação de pessoas, o movimento deve melhorar", comenta o presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP, Dan Guinsburg.

Um levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) mostra que, para atender à demanda do período, a indústria de chocolates calcula que foram criados 8.500 postos de trabalho temporários no Brasil, sendo contratações diretas e indiretas – tanto em fábricas quanto em pontos de venda.

As vendas só não devem crescer mais em razão da inflação. "A alta no preço dos produtos, não só chocolates, mas da cesta básica como um todo, freia o consumo, pois o poder de compra dos brasileiros diminui. Os produtos essenciais para o dia-a-dia voltam a ser prioridades", diz Dan.

Com isso, a procura pelos produtos da Páscoa não devem disparar, recuperando apenas uma parte das vendas perdidas nos anos anteriores de pandemia.

Os lojistas devem ficar atentos aos canais de vendas, que mudaram durante a quarentena do coronavírus. "O consumidor precisou se adaptar e conheceu novos meios de fazer compras, inclusive de alimentação. Agora, muita gente realiza suas compras pelos meios online e pelas redes sociais. O lojista precisa ficar atento a essa nova realidade para não perder vendas", alerta o presidente do Sincovat.

A receita bruta real do comércio varejista da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte em 2021 foi de R$ 46.016.448.000,00 um aumento de 10% com relação a 2020. As Informações divulgadas pelo Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e região) são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), da FecomercioSP.

Para o presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP, Dan Guinsburg, esse crescimento foi puxado pela reabertura dos estabelecimentos  pós-restrições de horário e ocupação e também pelo consumo represado de bens não essenciais. "Em 2020, tivemos uma estabilidade no aumento de vendas com relação a 2019. No primeiro ano da pandemia, tivemos muitos problemas com lojas totalmente fechadas por meses e, principalmente, o consumidor direcionando sua renda para os bens essenciais, como alimentação e farmácias, por exemplo. Com a reabertura, tudo mudou. Os empregos melhoraram e a confiança do consumidor também", explica Dan.

Em 2020, as receitas de importantes segmentos como lojas de vestuário, tecido e calçados e concessionárias de veículos caíram drasticamente - 26,5% e 19,1%, respectivamente. Por outro lado, supermercados (+14,3%) e materiais de construção (+18,2%) apresentaram aumento de vendas. "Esses dados mostram que a base de comparação é bem fraca. Ainda temos muito o que recuperar, como o setor de vestuário, por exemplo, que mesmo tendo crescido 20% em 2021, perdeu demais no inicio da pandemia", comenta Guinsburg.

Para o presidente do Sincovat, o ano de 2022 não está sendo fácil para o varejo. "A inflação está impactando o poder de compra dos brasileiros de tal forma que a prioridade para os bens essenciais está prevalecendo novamente. Isso impacta negativamente as vendas do varejo e nos permite projetar que não teremos neste ano o mesmo desempenho do ano passado", finaliza.

Pelo segundo ano consecutivo o carnaval no Brasil deve ocorrer de maneira atípica devido à pandemia de Covid-19.  Na RM Vale não é diferente. O cancelamento da folia nas cidades da região deve influenciar no comércio, que prevê quedas nas vendas.

Segundo o Sincovat (Sindicato do Comércio varejista de Taubaté e região), as festas movimentam lojas de decoração, fantasias e acessórios, supermercados, restaurantes, entre outros setores. Além das prefeituras, diversas festas particulares como em condomínios, clubes e escolas também deixarão de acontecer.

“O movimento no comércio de várias cidades da região aquece com o carnaval, caso de São Luis do Paraitinga, Tremembé e São Bento do Sapucaí, por exemplo, recebem muitos turistas, que acabam fazendo compras. Em outros municípios, as festas particulares também contribuem para aumento das vendas. Com o cancelamento, muitos lojistas não compraram produtos e os que já possuem estoque de anos anteriores não devem vender”, explica Dan  Guinsburg, presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP.

Mas, mesmo sem uma programação específica, as cidades do litoral norte e da Serra da Mantiqueira deverão receber muitos turistas, o que deve movimentar as lojas. Segundo o Sinhores (Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similiares), Campos do Jordão deve ter ocupação de 60% dos hotéis e pousadas. Já no litoral, as cidades de Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela, a ocupação deverá chegar a 70%.

“O carnaval não é um feriado, mas por tradição, o país para e isso incentiva o turismo. Consequentemente, o comércio acaba se aquecendo nessas cidades, no entanto, não como nos anos anteriores a pandemia”, comenta Dan.