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11 de junho de 2019

Faturamento do varejo paulista atinge R$ 58,8 bilhões em março, aponta FecomercioSP


Segundo a Entidade, foi a maior cifra para o mês desde o começo da série histórica, em 2008

As vendas do comércio varejista no Estado de São Paulo seguiram a trajetória ascendente e atingiram R$ 58,8 bilhões em março, alta de 1,2% em relação ao mesmo período de 2018. Foi a maior cifra para o mês desde o começo da série histórica, em 2008. Nos últimos 12 meses, a elevação foi de 4,7%, e no acumulado de 2019, o aumento foi de 4,2%, o que representa um montante de R$ 7 bilhões maior do que o obtido no período de janeiro a março de 2018.

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base em informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).

Das nove atividades pesquisadas, sete obtiveram alta em seu faturamento real no comparativo anual, com destaque para os setores de materiais de construção (7,7%), farmácias e perfumarias (6,6%) e supermercados (0,9%). Juntos, contribuíram para o resultado geral com 1,3 ponto porcentual (p.p.).

Por outro lado, os segmentos de concessionárias de veículos (-6%) e eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento (-1,6%) sofreram quedas nas vendas. Somados, impactaram negativamente com 0,8 ponto porcentual para o desempenho final.

 

De acordo com assessoria econômica da FecomercioSP, houve alta de 4% nas vendas do varejo, na média de fevereiro e março juntos, seguindo o crescimento visto nos meses anteriores. No entanto, no acumulado dos últimos 12 meses, já é perceptível a desaceleração nas vendas: de 5,2% em fevereiro para 4,7% em março. Para a Entidade, o motivo é a insegurança dos consumidores em decorrência de alta do desemprego, inflação crescente e desvalorização do real, o que tem ocasionado perda do poder de compra e aumentos do endividamento e da inadimplência.

Com isso, os paulistanos estão focados apenas no essencial, o que fez com que a atividade de supermercados se destacasse nas vendas nos três primeiros meses do ano. Por outro lado, bens duráveis – como automóveis e eletrônicos – sofreram as primeiras baixas de 2019 em março.

Na análise da Federação, um crescimento mais expressivo só deve ocorrer após as aprovações das principais reformas, como a Tributária e a da Previdenciária. Entretanto, estas estão em ritmo lento de tramitação no Congresso, e a tendência é que sejam votadas no segundo semestre. Assim, os resultados positivos práticos devem ficar somente para 2020.

Momento de atenção
A FecomercioSP ressalta que o momento econômico exige atenção por parte do empresário, que não deve se endividar e precisa evitar novos financiamentos para quitar contas do dia a dia. O mais importante agora é girar o estoque e manter o fluxo de caixa para ter recursos para pagamentos obrigatórios, como tributos, concessionárias, funcionários e fornecedores.

Nessa conjuntura, é essencial que o comerciante tenha mais atenção e contabilize cada detalhe, negocie com os fornecedores e também tente taxas melhores com bancos, financiadores e empresas de máquinas de cartões. Além disso, deve dar continuidade às promoções, ainda que a margem de lucro seja reduzida. De acordo com a FecomercioSP, essas ações são fundamentais para que o empresário mantenha o negócio em dia até a melhora do ambiente econômico.

Capital paulista
Em março, as vendas do varejo na capital paulista ficaram praticamente estáveis: leve alta de 0,1% na comparação ao mesmo mês de 2018. Ainda assim, atingiu R$18 bilhões, R$ 26,4 milhões a mais do que o registrado no ano passado. Trata-se da maior cifra para um mês de março desde 2008, início da série histórica. No acumulado do ano, o aumento foi de 3,6%, o que representa um incremento de R$ 1,8 bilhão em comparação ao apurado entre janeiro e março do ano passado. Nos últimos 12 meses, a elevação também foi de 3,6%.

Das nove atividades pesquisadas, seis apontaram expansão no faturamento real no comparativo anual, com destaque para os setores de materiais de construção (8,3%) e outras atividades (3%). Juntos, contribuíram para o resultado geral com 1 ponto porcentual (p.p.).

Em contrapartida, os segmentos de concessionárias de veículos (-6%) e eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento (-5,1%) sofreram quedas nas vendas. Somados, impactaram negativamente com 1,3 ponto porcentual para o desempenho final.

Nota metodológica
A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV) utiliza dados da receita mensal informados pelas empresas varejistas ao governo paulista por meio de um convênio de cooperação técnica firmado entre a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

As informações, segmentadas em 16 Delegacias Regionais Tributárias da Secretaria, englobam todos os municípios paulistas e nove setores (autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamentos; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecidos e calçados; materiais de construção; supermercados; e outras atividades).

Os dados brutos são tratados tecnicamente de forma a se apurar o valor real das vendas em cada atividade e o seu volume total em cada região. Após a consolidação dessas informações, são obtidos os resultados de desempenho de todo o Estado.

Sobre a FecomercioSP
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Congrega 136 sindicatos patronais e administra, no Estado, o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). A Entidade representa um segmento da economia que mobiliza mais de 1,8 milhão de atividades empresariais de todos os portes. Esse universo responde por cerca de 30% do PIB paulista – e quase 10% do PIB brasileiro –, gerando em torno de 10 milhões de empregos.

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