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9 de agosto de 2018

Cervejas e vinhos devem alavancar vendas nos supermercados no Dia dos Pais


O crescimento previsto é de 1,5% em relação ao ano anterior

Apesar de ser uma data comemorada pelas famílias brasileiras, o Dia dos Pais não está entre as principais quando se trata de vendas nos supermercados. Porém, este ano o cenário parece ser um pouco diferente, tanto que a Associação Paulista de Supermercados (APAS) espera crescimento de 1,5% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado.

“O Dia dos Pais chega em um momento após duas situações que consumiram parte dos recursos de lazer das famílias: a Copa do Mundo as férias de julho. Além disso, a retomada do emprego formal foi freada devido à greve dos caminhoneiros. Por esses motivos, o consumo tende a cair nos mais variados canais do varejo e, assim, a projeção de crescimento nas vendas dos supermercados é uma boa notícia”, explicou Thiago Berka, economista da APAS.

Para os supermercados, as vendas para o Dia dos Pais envolvem principalmente produtos ligados a um almoço especial com massas e carnes para churrasco. Porém, agora, eles também são usados como um canal em que podem ser comprados presentes, como cervejas importadas ou artesanais e os vinhos. Como as bebidas alcoólicas estão com deflação no acumulado de 2018, com queda de 3,01%, esses produtos podem ser atrativos para a criação de ofertas e alavancar as vendas.

“Nos últimos anos, o varejo e a indústria têm se unido para a venda de kits e multipacks para aumentar mais as vendas. Nos supermercados o mais comum é o uso de kits churrascos e kits de bebidas alcóolicas.”, comentou Berka.

A comunicação e a montagem da loja são outro ponto importante para mostrar aos clientes que os supermercados são muito mais do que o local de compra de produtos básicos. “Supermercados ainda não são vistos como fonte de presentes, porém, podem garantir maior número de vendas, principalmente porque este é um ano em que bares e restaurantes vêm sofrendo devido aos cortes em gastos de lazer das famílias brasileiras”, avaliou o economista da APAS.

 

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