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11 de outubro de 2018

Brasil fecha mês de setembro com 62,4 milhões de negativados


Dívidas bancárias crescem 8,5%, enquanto atrasos no crediário caem -6,1%

O volume de consumidores com contas em atraso segue elevado em todo o país, refletindo o quadro de dificuldades das famílias. No último mês de setembro aumentou em 3,9% a quantidade de novos inadimplentes na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito, a partir das bases as quais ambas instituições têm acesso. Em número absoluto, estima-se que cerca de 62,4 milhões de brasileiros estejam com restrições ao CPF, o que representa 40,6% da população adulta acima de 18 anos.

Se na comparação anual houve um aumento de brasileiros com contas atrasadas, na comparação mensal a inadimplência apresentou ligeira queda. Na passagem de agosto para setembro, sem ajuste sazonal, quantidade de pessoas inadimplentes ficou praticamente estável, com variação de 0,1%. Para o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, a inadimplência continua alta no país. “O desemprego permanece elevado e a renda não superou os patamares anteriores à crise, prejudicando o orçamento e a capacidade de pagamento dos consumidores. Esse quadro deve só deve ser revertido com a melhora do mercado de trabalho, o que exige por sua vez uma recuperação econômica mais vigorosa”, explica o presidente.

Mais uma vez a região Sudeste continua apresentando maior alta na quantidade de devedores, com 11,9%. Em segundo lugar ficou o Norte, com aumento de 4,0%; em terceiro aparece o Nordeste, com 2,7%; em quarto está o Sul, também com 3,7%; e em quinto o Centro-Oeste, com 1,0%.

Proporcionalmente, a região Norte concentra o maior número de inadimplentes: 48,2% da sua população adulta está com o CPF restrito, o que representa 5,8 milhões de consumidores negativados. A segunda região mais inadimplente é o Nordeste, que tem 42,3% dos adultos com contas em atraso ou 17,2 milhões de consumidores com restrições ao crédito. No Centro-Oeste são 5,0 milhões de inadimplentes (42,3% da população adulta local), no Sudeste há um total de 27,0 milhões de negativados (39,1% dos residentes acima de 18 anos) e no Sul, cerca de 8,4 milhões de pessoas com pendências financeiras (37,2% da população adulta).

Outro número calculado pela CNDL e pelo SPC Brasil é o volume de dívidas que está no nome de pessoas físicas. No último mês de setembro, houve um crescimento de 1,50%ante 2017. Na base mensal de comparação, isto é, setembro frente agosto, foi observado uma leve queda de -0,04% no volume de dívidas em atraso.

Os dados das pendências por setor credor revelam que as dívidas bancárias — cartão de crédito, cheque especial e empréstimos — apresentou a alta mais expressiva em setembro:8,5% na comparação com o mesmo mês de 2017. Já no comércio observou-se queda de -6,1% com atrasos no crediário. Depois vem os serviços básicos, como água e luz, cuja queda foi de -1,1%.

Quanto à participação, 52,7% dos compromissos financeiros não quitados foi contraída em bancos ou financeiras, seguidas do comércio (17,9%) e emprestas prestadoras de serviços básicos (7,9%).

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